
Brasil, olhe para o céu!
Não perca o eclipse da Lua na noite de 27 de outubro! Veja onde se reunir com os amigos para observar o fenômeno.
Você está convidado para um espetáculo. Quem convida são os astrônomos - os cientistas que estudam os astros. Anote a data e local do evento: noite de quarta-feira, 27 de outubro, em qualquer região do Brasil. Quem voltar seus olhos para o céu nessa ocasião vai contemplar um espetáculo e tanto: o eclipse total da Lua! E saiba que, no país inteiro, milhões de pessoas vão fazer o mesmo!
É o Brasil, olhe para o céu! acontecendo: um grande experimento coletivo, uma atividade que convida todos os brasileiros a observar esse fenômeno. O evento é um prolongamento da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que ocorreu de 18 a 24 de outubro e teve o intuito de mostrar como a ciência está presente no nosso dia-a-dia. “Já que um eclipse lunar aconteceria logo depois da semana, por que não incentivar todo o país a observar o céu?”, explica o físico Martín Makler, do Observatório Nacional, um dos responsáveis pela iniciativa.
O eclipse lunar começa às 22h14min da noite de 27 de outubro, poderá ser visto totalmente a partir das 23h23min e só atingirá seu ponto máximo na madrugada do dia 28, às 0h04min. Eclipses ocorrem duas vezes por ano, em um período chamado de “temporada de eclipses”. Mas o deste mês de outubro é especial, porque pode ser visto em todo o Brasil. Outro eclipse total da Lua como esse só em 2008!
O que é um eclipse lunar?
O esquema feito pelo americano Fred Espenak ilustra o que acontece durante um eclipse lunar. Clique na imagem para visitar o site organizado por ele sobre o fenômeno (em inglês)
Um eclipse lunar acontece quando a Lua deixa de receber a luz do Sol e fica escondida por algum tempo na sombra da Terra. Ao girar em torno de nosso planeta, a Lua passa por uma região onde a sombra da Terra impede que a luz solar chegue até ela. Neste momento, Lua, Terra e Sol ficam temporariamente alinhados, provocando o eclipse.
Para apreciá-lo, não é necessário ter um equipamento especial, pois não há perigo em observar a Lua, que pode ser vista facilmente a olho nu. “Apreciar este fenômeno é uma grande oportunidade para aprender um pouco sobre a astronomia e entender como ocorre o eclipse lunar”, diz Martín.
Então, que tal se comportar como um pequeno astrônomo e pesquisar sobre o céu? Você pode começar sua busca na página www.brasilolheparaoceu.org.br, que tem informações sobre o eclipse e sugestões de atividades. O site traz ainda um concurso que escolherá os 100 melhores desenhos e fotografias sobre o eclipse. Todos podem participar! Procure seu professor e espalhe a notícia em sua escola.
Ah! E prepare-se para presenciar o espetáculo: procure um lugar com pouca luz, convide a família e os amigos. É só virar a cabeça para o céu e apreciar o eclipse! Confira abaixo alguns lugares em que observações coletivas estão sendo organizadas.
Onde observar o eclipse
Rio de Janeiro
Museu de Astronomia e Ciências Afins.
Observação do céu com telescópios, astrônomos e monitores - estudantes de Física e Astronomia - a partir das 20h.
Pátio do Museu. Rua General Bruce, 586, São Cristóvão/ RJ.
Tel.: (21) 2580-7010. Ramal: 206/210.
Bahia
Observação do céu com telescópios, astrônomos e monitores - estudantes de iniciação científica - a partir das 20h.
Universidade Estadual de Feira de Santana. Rua da Barra, 1924, Jardim Cruzeiro, Feira de Santana/BA.
Tel.: (75) 624-1921.
Distrito Federal
Clube de Astronomia de Brasília.
Observação do céu com telescópios e instrutores do Clube de Astronomia a partir das 19h.
Pista de Aeromodelismo, Av. L2-Sul, Brasília/DF.
Tel.: (61) 9984-4433.
Espírito Santo
Planetário de Vitória.
Observação do céu com telescópios e instrutores - estudantes de Física - a partir das 20h.
Av. Fernando Ferrari, s/n°, Vitória/ES.
Tel.: (27) 3335-2489.
São Paulo
Parque do Ibirapuera.
Observação do céu com telescópios, astrônomos e físicos, a partir de 21h.
São Paulo/SP.
Tel.: (11) 3635-7173.
Mato Grosso
Universidade Federal de Mato Grosso.
Observação do céu com alunos de Astrofísica, do curso de Física, a partir de 0h05.
Estacionamento. Av. Fernando Corrêa, s/nº, Cuiabá/MT.
Tel.: (65) 6158745.
Minas Gerais
Observatório das Alterosas
Ouro Fino/MG.
Tel.: (19) 3276-0454
Santa Catarina
Observatório de Astronomia e Astrofísica
Observação do céu com telescópios e monitores - astrônomos amadores - a partir das 21h.
Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina.
Campus Universitário,Trindade/SC.
Tel.: (48) 331-9241.
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A vida no espaço
Conheça os efeitos que a falta de gravidade provoca no corpo humano!
Quem nunca sonhou em ser astronauta para um dia poder fazer uma viagem espacial? Até hoje, as imagens do homem chegando à Lua encantam inúmeras pessoas, principalmente as crianças. Mas a vida de um astronauta não é fácil. Já imaginou ficar vários dias flutuando no espaço sem sofrer a ação da força da gravidade? Embora possa parecer divertido, a ausência dessa força invisível que nos prende ao solo provoca várias transformações no organismo. Mesmo assim, os seres humanos apresentam grande capacidade de adaptação no espaço.
A sensação de ter o corpo empurrado de um lado para outro dentro de uma espaçonave - dando a impressão de que a nave está se deslocando e os astronautas estão parados - é o primeiro efeito sentido por eles, quando chegam em um ambiente sem gravidade. Mas por que isso acontece? Na verdade, quando estamos submetidos à gravidade o tempo todo - como na Terra -, nem percebemos a ação dessa força, pois a sensação de estarmos presos ao solo passa a ser automática. O corpo só sente essa força quando ela aumenta ou diminui.
Mas esse não é o único efeito. Alguns astronautas relatam que sentem inchaço nas veias do pescoço poucos minutos após saírem da atmosfera da Terra. Alguns sentidos - como o paladar e o olfato - também são alterados: os astronautas só conseguem sentir o sabor das comidas muito temperadas. Outras partes do corpo ainda são afetadas, como o pulmão. Na superfície terrestre, os níveis de oxigênio e de sangue nesse órgão são constantes; já no espaço sideral, esses níveis se alteram.
Nas viagens mais longas, os astronautas têm ainda que enfrentar problemas psicológicos. Isso porque eles ficam confinados em um espaço limitado, isolados da vida normal da Terra e convivem com um grupo pequeno de companheiros, freqüentemente de outras nacionalidades. Essas mudanças podem provocar ansiedade, insônia, depressão, além de criar situações de tensão na equipe.
Quando os astronautas retornam à Terra, novas mudanças ocorrem em seus corpos. Embora os efeitos da falta de gravidade sejam completamente reversíveis, o corpo tende a voltar ao normal só uma ou duas semanas depois do retorno. Muitos astronautas ficam desorientados e não conseguem manter o equilíbrio do corpo, além de apresentarem um enfraquecimento dos ossos, que podem se quebrar mais facilmente.
Vários médicos pesquisam os efeitos da ausência de gravidade no corpo humano, para melhorar os cuidados com a saúde não só daqueles que viajam pelo espaço, mas também dos que ficam na Terra. Isso porque os efeitos de uma viagem espacial são semelhantes a algumas das conseqüências do envelhecimento do organismo. Como você pode perceber, a vida de um astronauta é mais difícil do que parece à primeira vista!
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Não é todo dia que temos a oportunidade de ver o motor de um foguete espacial sendo testado. Mas, se você clicar na imagem acima, terá a chance de ver um vídeo da Nasa – a agência espacial norte-americana – que mostra justamente um teste desse tipo. Uma das cenas – em que aparece uma deslumbrante labareda azul – parece até saída de um filme de ficção científica, mas não se engane: tudo o que é mostrado é real. Isso porque cientistas da Nasa estão tentando construir um novo tipo de espaçonave, que não use os combustíveis empregados atualmente – como oxigênio líquido, hidrogênio ou materiais químicos sólidos – e, sim, metano, o principal componente do gás natural. Abundante no Sistema Solar, o metano pode ser obtido em Marte, Titã, Júpiter e em muitos outros planetas e luas. Usá-lo nas naves espaciais seria a saída para reduzir o custo das missões, já que um foguete que deixasse a Terra não precisaria mais levar tanto combustível a bordo. Será esse o futuro das espaçonaves? É esperar para ver!
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Impacto Profundo
Esse é o nome da missão que, pela primeira vez, permitirá ver o que há dentro de um cometa!
A Impactor atinge o cometa e cria uma cratera, revelando o que há sob a superfície do Tempel 1.
Anote na sua agenda astronômica: no dia 12 de janeiro de 2005, tem mais uma missão da Nasa – a agência espacial americana – partindo de Cabo Canaveral, na Flórida, Estados Unidos. Seu destino não é um planeta, como Marte, nem um satélite, com a Lua. Mas, sim, um cometa: o Tempel 1! Chamada de Impacto Profundo, a missão será a primeira a explorar o interior de um corpo celeste desse tipo e tentar revelar todos os seus segredos.
A nave espacial da missão Impacto Profundo leva uma espaçonave menor, chamada Impactor, que pesa 370 quilos. No dia 4 de julho de 2005, 24 horas depois de ser lançada, a Impactor atingirá o cometa. A uma velocidade de 10,2 quilômetros por segundo, ela formará, com o impacto, uma cratera de cerca de cem metros de diâmetro e 25 metros de profundidade no corpo celeste.
A cratera, o material expelido durante a sua formação, a estrutura e composição do interior do cometa serão observados em detalhe pela nave da missão, que tem câmeras e outros equipamentos para esse fim e estará a uma distância segura de 500 quilômetros. A própria Impactor também fornecerá dados, já que possui uma câmera para enviar imagens do núcleo do cometa segundos antes da colisão.
A figura acima retrata o lançamento da Impactor pela nave espacial da missão Impacto Profundo, 24 horas antes do choque com o cometa Tempel 1. (ilustrações: Deep Impact Mission, JPL, Nasa)
O Tempel 1 foi descoberto em 1867 por Ernst Tempel. Acredita-se que cometas como ele existam desde os primórdios do Sistema Solar. Assim sendo, os resultados da missão Impacto Profundo podem levar os cientistas a entender melhor tanto a formação do Sistema Solar quanto as possíveis implicações que a colisão de algum cometa com a Terra pode trazer.
Na memória de muitas pessoas, no entanto, 4 de julho de 2005 não ficará guardado apenas como o dia em que, pela primeira vez, uma nave espacial alcançou e tocou um cometa. Ele será lembrado por elas também como a data em que seus nomes chegaram a um corpo celeste desse tipo.
Como assim? Entre maio de 2003 e janeiro de 2004, a Nasa promoveu a campanha Mande seu nome para um cometa. Resultado: mais de 560 mil nomes foram coletados por meio do site da agência espacial e, agora, vão ser gravados em um disco colocado a bordo da Impactor. No dia 4 de julho de 2005, essa espaçonave atinge o cometa Tempel 1 e, assim, todas essas centenas de milhares de nomes também!
Muita gente vai esperar com ansiedade o lançamento da missão Impacto Profundo. E agora que você sabe mais sobre ela, aposto que mal pode esperar pelos próximos acontecimentos! Afinal, quem não quer pegar carona em um cometa?
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Astronomia e exploração espacial
Gigante azul gelado
Assim é Urano, um planeta que ‐ quem diria! ‐ também tem anéis
A imagem da esquerda mostra Urano e seus anéis. À direita, detalhes dos anéis. Crédito: Erick Karkoschka (Univ. do Arizona) e NASA (esquerda); NASA (direita).
Imagine ligar a televisão e ouvir a seguinte notícia: “Previsão de temperatura máxima para hoje: 196 graus negativos”. Isso seria possível se você estivesse acompanhando notícias sobre um enorme planeta gelado que fica bem longe da Terra: Urano!
Urano é o sétimo planeta do Sistema Solar e está a cerca de 3 bilhões de quilômetros do Sol. O diâmetro do gigante gelado é quatro vezes maior que o da Terra, e sua massa é quinze vezes maior que a do nosso planeta. Urano leva 84 anos terrestres ‐ mais de 30 mil dias! ‐ para dar uma volta em torno do Sol. Ele foi o primeiro planeta do Sistema Solar a ser descoberto por meio de um telescópio. Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, como são visíveis a olho nu, foram identificados sem o auxílio desse aparelho.
Como Saturno, Urano também tem anéis. No total, são dez, formados por partículas de poeira e encontradas em torno do planeta. Como essa poeira foi parar lá? Os astrônomos acreditam que essas partículas são restos de um satélite que se aproximou tanto de Urano que se rompeu. Os restos desse satélite começaram, então, a girar em volta do planeta.
Mas por que os anéis de Saturno são muito mais famosos do que os de Urano? “Os anéis de Saturno são bem maiores, então, refletem maior quantidade de luz do Sol e são muito mais visíveis”, explica a astrônoma Daniela Lazzaro, do Observatório Nacional. “Já os anéis de Urano são muito estreitos e só são vistos com instrumentos especiais”, completa.
Urano e alguns de seus satélites naturais (foto: European Southern Observatory)
Além dos anéis, Urano possui dezenas de satélites naturais girando ao seu redor, muito mais do que a Terra, que conta apenas com um: a Lua. Entre os 27 satélites de Urano já identificados, os maiores são Titânia e Oberon, com 1.600 quilômetros de diâmetro.
Urano se diferencia dos outros planetas do Sistema Solar por ter o eixo de rotação muito inclinado. O gigante azul está bem “tombado”, tem inclinação de 83 graus. Na prática, isso gera estações do ano (primavera, verão, outono, inverno) muito longas. Em Urano, cada parte do planeta é iluminada por 21 anos, então, cada estação dura 21 anos!
Quer saber porque Urano é azul? Por causa do gás metano, presente em sua atmosfera! O metano absorve toda a luz vinda do Sol e reflete a azul! “Na verdade”, conta Lazzaro, “todos os planetas e satélites do Sistema Solar são escuros ‐ nós só podemos vê-los porque eles refletem a luz do Sol”.
E aí, gostou de saber mais sobre esse planeta gigante e gelado? Então, pesquise sobre outros planetas do Sistema solar, há coisas incríveis para você descobrir!
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Uma mentira sobre o planeta vermelho na internet
No dia 27 de agosto, Marte não aparecerá do tamanho da Lua
Se você quer apreciar o planeta Marte, que tal usar uma luneta ou ir ao planetário de sua cidade? (Imagem: Nasa).
Cheque a sua caixa de correio eletrônico. É provável que você tenha recebido nas últimas semanas uma mensagem que garante que, na noite de 27 de agosto de 2007, será possível observar o planeta Marte facilmente no céu, já que ele estará do tamanho da Lua. “Marte estará espetacular”, diz o texto. “Ninguém que está vivo hoje verá isso de novo”. Tudo porque o planeta vermelho estaria mais perto do que nunca da Terra.
Verdade ou mentira? A resposta talvez decepcione algumas pessoas, mas não tem outro jeito: temos de dizê-la. De fato, essa mensagem eletrônica traz uma mentira das mais cabeludas. Pior: ela não se restringe aos limites brasileiros – alcança até os Estados Unidos. Tanto que a Nasa – a agência espacial norte-americana – fez um texto a respeito do assunto, para que ninguém banque o bobo nessa segunda-feira, aguardando por um evento que não irá acontecer. E é claro que a CHC também não perderia a chance de alertar seus leitores.
Marte e Terra, de fato, estão se aproximando. Para você ter uma idéia, a distância entre eles diminui cerca de 32 mil quilômetros a cada hora. Com isso, em dezembro deste ano, o planeta azul e o vermelho estarão tão próximos que será fácil observar Marte no céu, porque ele estará mais brilhante do que qualquer outra estrela. Mas, mesmo estando bem mais próximos, ainda assim Terra e Marte estarão separados por dezenas de milhões de quilômetros. Dessa distância, Marte parece uma estrela, um pequeno ponto de luz, nunca uma Lua cheia.
Para entender melhor o que acontece, pense que Marte e Terra estão apostando uma corrida em um circuito redondo. A Terra corre na pista mais interna; Marte, na mais externa. A Terra é mais veloz do que Marte. Em agosto, a Terra está alcançando Marte por trás. Em dezembro, porém, nosso planeta irá ultrapassar Marte, ainda se movendo rapidamente, mas nunca a distância que há entre eles será menor do que aproximadamente 88 milhões de quilômetros.Mesmo com a perspectiva de nunca chegar a alcançar o tamanho do satélite da Terra, a Lua, Marte merece ser visto e apreciado. Então, o que você acha de descolar uma luneta ou mesmo visitar o planetário da sua cidade para dar uma olhada no planeta vermelho, que tanto mexe com a imaginação da humanidade?
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Viagem de mentira, que parece real
Procuram-se voluntários para participar de uma missão simulada a Marte
Há planos de enviar uma missão tripulada a Marte em 2030. (Imagem: Nasa).
Em 2030, a agência espacial européia pretende lançar uma missão tripulada para Marte. Os astronautas escolhidos para visitar o planeta vermelho levarão 250 dias para chegar ao seu destino, 30 dias explorando o solo marciano e mais 240 dias na viagem de volta à Terra. Nesse período de mais de um ano e meio no espaço, eles terão de conviver com o isolamento e com o confinamento. Afinal, estarão tão distantes de casa que os sinais de rádio, responsáveis pela comunicação entre a espaçonave e a Terra, levarão 40 minutos para chegar ao nosso planeta e voltar.
Ficar por tanto tempo dentro de uma espaçonave, longe de casa e enfrentando um dia-a-dia repleto de trabalho em um ambiente tão diferente, tem tudo para provocar mudanças no comportamento dos astronautas. Com o passar dos dias, eles podem ficar incomodados com a falta de privacidade, o número de pessoas dividindo o pequeno espaço da nave, a grande quantidade de trabalho, problemas mecânicos que precisam ser resolvidos, o tipo de comida que têm à disposição, a comunicação limitada com a família, os amigos, o controle da missão na Terra...
Saber a influência que tudo isso tem sobre uma pessoa é fundamental para preparar uma missão espacial. Por isso, são realizados, antes das viagens, estudos em que indivíduos são submetidos às situações que provavelmente enfrentarão no espaço. Ou seja, sem sair da Terra, eles fazem uma viagem simulada ao seu destino.
A chegada de um ser humano à Marte é retratada por um artista (Imagem: ESA).
A agência espacial européia está em busca de voluntários que desejem participar de uma pesquisa desse tipo, que começará a ser realizada entre maio e julho de 2008. Os candidatos devem ter entre 25 e 50 anos de idade, boa saúde, mais de 1,85 metro de altura e viver em países como Portugal, Reino Unido, Canadá, entre outros (o Brasil não está incluído). A missão simulada terá cerca de 500 dias de duração e será feita em Moscou, na Rússia, com uma tripulação formada por seis membros.
Exceto pela falta de gravidade e pela radiação, a simulação será tão real quanto ir a Marte de verdade. Os voluntários viverão por cerca de 500 dias em módulos fechados, com quartos individuais que não têm mais de três metros quadrados de área. À sua disposição, terão alimentos pré-definidos e que deverão ser consumidos com moderação, pois, se acabarem, não poderão ser repostos. A água também é limitada e não haverá banho. Além disso, situações de emergência, como problemas nos sistemas da nave ou o adoecimento de algum membro da tripulação, serão encenadas e cada voluntário terá de cumprir uma jornada de sete dias de trabalho para dois de descanso.
Espera-se que, ao submeter os candidatos a uma rotina similar à que os astronautas enfrentarão quando estiverem rumo a Marte, seja possível conhecer melhor os limites dos seres humanos no espaço e tornar mais esse desafio um sucesso. Curioso, não?!
(AS FOTOS SE VC NÃO CONSEGUER VER NÃO E A CULPA DO BOBKIDS)