Teatro
A ciência sobe ao palco
Peça mostra o que acontece no nosso cérebro em várias situações. Até quando nos apaixonamos!
As estrelas da peça O neurônio apaixonado, em cartaz no Rio de Janeiro, são os neurônios que moram no cérebro de um menino chamado Pedro.
Zé Neurim é um neurônio, ou seja, uma célula que mora no cérebro do menino Pedro, o Ptix. Toda vez que Ptix pensa, anda, brinca, assiste televisão, faz o dever de casa, entre muitas outras tarefas, o Zé Neurim e seus amigos neurônios ficam conversando dentro do cérebro do garoto.
Porém, no dia em que Ptix avistou pela primeira vez a sua nova vizinha, a Camila, é que os neurônios mais trocaram mensagens. Isso porque o menino ficou corado, com o coração disparado e a testa suando. Zé Neurim pensou até que ele tinha ficado doente. Mas um outro neurônio da turma, o Acumbente dos Prazeres, assumiu que estava por trás de tudo isso.
Mas por que será que ele fez o Pedro ficar desse jeito, só por ter visto a Camila? É o que o Zé Neurim vai contar para você na peça O neurônio apaixonado, que estréia neste fim de semana no Rio de Janeiro e explica o que acontece no nosso cérebro em diferentes situações do cotidiano.
O espetáculo é baseado na coleção Aventuras de um neurônio lembrador, do neurocientista Roberto Lent, um dos fundadores do Instituto Ciência Hoje, que publica as revistas Ciência Hoje e Ciência Hoje das Crianças. Então, não deixe de conferir essa história, que mistura ciência e diversão.
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A estrela da semana
De 3 a 9 de outubro, a ciência inspira mais de duas mil atividades em todo o país
Cartaz da Sermana Nacional de Ciência e Tecnologia
O que você acha de bancar o arqueólogo por um dia? Ou de trocar a aula do colégio por uma aula em um barco? Se for possível, que tal tentar descobrir, durante o trajeto, por que alguns objetos flutuam, enquanto outros afundam?
Se, na sua opinião, essas opções parecem bons programas, prepare-se, porque os próximos dias prometem. De 3 a 9 de outubro, acontece a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que, neste ano, pretende oferecer mais de duas mil atividades em todo o país. E o que é melhor: todas elas gratuitas.
A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia tem o objetivo de chamar a atenção de toda a população, mas, em especial, de jovens e crianças como você para a ciência, destacando a sua importância e o seu impacto na vida de todos nós e no desenvolvimento do nosso país.
Em 2005, o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é “Brasil, olhe para a água”. Não é à toa: em fevereiro deste ano foi definido que o período entre 2005 e 2015 será a Década Brasileira da Água. Dessa forma, muitos eventos que acontecem até o dia nove de outubro vão ter como tema esse valioso recurso e a necessidade de preservá-lo.
No Piauí, por exemplo, acontece uma aula-passeio pelo rio Parnaíba, que está localizado na divisa deste estado com o Maranhão. Quem participar da atividade, que ocorre no dia 7 de outubro, das 7h às 12h, saindo de dois pontos distintos, tem a oportunidade de conhecer facetas diferentes do segundo maior rio do Nordeste em volume de água.
“Na altura de Floriano, um município a cerca de 300 quilômetros de Teresina, a capital do Piauí, o rio Parnaíba ainda é uma fonte viva de água, ao contrário do que ocorre na capital, onde ele sofre um processo de degradação, por conta da urbanização e do despejo de esgoto”, explica Joaquim Campelo, secretário regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que está envolvido na organização do evento. As crianças que embarcarem nessa aula-passeio no município de São Pedro do Piauí, por sua vez, vão conhecer a nascente do rio Parnaíba, que está localizada ali. Tanto nesse local quanto em Floriano, os tripulantes mirins terão à sua disposição, nos barcos, professores de ciência e de história, além de ecologistas, para passar informações sobre a necessidade de preservar o rio e usar a sua água de forma racional.
No Rio de Janeiro, também há atividades ligadas à água. Mas, desta vez, a bordo de uma barca – e não de um barco! No dia 3 de outubro, com sessões contínuas das 10h às 12h30, as crianças que usam esse meio de transporte para fazer o trajeto entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói têm a chance de participar do Brincando com a Ciência. Muitas brincadeiras vão rolar, sendo que, em todas, serão usados materiais descartáveis que existem nas nossas casas, como garrafas de plásticos. Em um dos experimentos, por exemplo, será mostrado um submarino, que irá revelar o que faz com que materiais indevidamente jogados na água, como lixo e óleo, bóiem ou afundem. Por meio dele, também vamos entender por que a própria barca flutua.
Muitas atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, porém, não estão ligadas ao tema água, mas, sim, a áreas do conhecimento. Nos dias 4 e 5 de outubro, em Vitória, no Espírito Santo, por exemplo, acontece a Oficina de Arqueologia na Escola de Ciência, Biologia e História. Ao participar dela, você vai se sentir um autêntico arqueólogo. Isso porque, como um profissional desse tipo, você irá fazer uma escavação em um sítio arqueológico. Tudo bem que o sítio é de mentirinha: uma caixa de areia, em que diversos objetos estão enterrados. Mas os procedimentos, bem, eles são profissionais mesmo!
Como explica o professor de História Ademir dos Santos Cassilhas, os participantes irão usar pás e pincéis para realizar a escavação, podendo encontrar, durante o trabalho, pedaços de vasos, de panelas de barro, sementes e até mesmo dentes (artificiais, claro!) e ossos (de verdade!). Depois, irão preencher um relatório, relatando onde os achados foram feitos, tentando identificá-los etc.
Atividades tão legais quanto essa, com certeza, vão ocorrer na sua cidade nos próximos dias. Então, fique atento e se informe: visite a página da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Clicando no item “Eventos cadastrados”, você descobre o que está previsto para ocorrer no seu município. Programe-se!
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Aniversário no zôo
Girafa Beija-Céu convida a todos para comemorar, no Rio de Janeiro, seus 15 anos
O casal de girafas Zagallo (à esquerda) e Beija-Céu (à direita) no Zoológico do Rio de Janeiro (foto: Esther Nazareth/Riozoo).
Neste sábado, dia 31 de maio, a partir das 11h, tem bolo e brincadeiras no Zoológico do Rio de Janeiro para comemorar o aniversário de 15 anos da girafa Beija-Céu. Ao lado do marido, o macho Zagallo, com quem se casou no início deste mês, Beija-Céu convida você para participar dessa festa. Então, não deixe a girafa esperando e... compareça!
Zoológico do Rio de Janeiro
Parque da Quinta da Boa Vista s/nº, São Cristóvão, Rio de Janeiro/RJ.
R$ 6 (crianças com até um metro de altura não pagam. Estudantes têm meia-entrada)
Tel.: (21) 3878-4200
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EVENTOS, FESTAS E EXPOSIÇÕES
Brincar, brincar, brincar...
Exposição no Rio de Janeiro mostra brinquedos de diversas épocas do século passado.
Ursos japoneses do início da década de 1950.
Quem aí não gosta de brincar? Brincar de boneca, de jogar bola, de videogame... Ao longo de sua história, o homem foi criando diferentes brinquedos para se divertir. E agora, você pode conhecer um pouco mais sobre a história desses inventos. Quer saber como?
O Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, acaba de inaugurar uma exposição com 250 brinquedos! São carrinhos, piões, navios, bonecas e muito mais, que encantaram milhares de crianças durante o século 20.
Os brinquedos estão separados de acordo com a época na qual foram feitos. Nas décadas de 1920 e 1930, o destaque são os navios e os carrinhos de lata. Já em 1950 e 1960, a indústria de brinquedos começou a produzir miniaturas das invenções da época: máquina de costura, liquidificador, batedeira, máquina de lavar. Em 1959, surge a boneca que até hoje faz sucesso entre as meninas: a Barbie!
Jeremias vai à feira: brinquedo brasileiro do final dos anos 1940.
No final da década de 1960, começaram a surgir robôs, naves espaciais, foguetes e astronautas. Sabe por quê? Em 1969, o homem pisou pela primeira vez na Lua! E é claro que todo mundo adorou essa novidade! Por sua vez, os brinquedos que emitem sons, como o Genius e as bonecas que choram, tossem ou riem, só surgiram recentemente, nos anos 1980.
Todos os brinquedos da exposição fazem parte da coleção de Flávio Pacheco. Ele começou a comprá-los há mais de trinta anos e hoje já tem mais de cinco mil peças. Um tesouro e tanto, já que, no nosso país, não há muitas iniciativas como essa! “No Brasil não existe nenhum museu ou catálogo que trate desse tema”, explica Flávio.
Alguns dos brinquedos favoritos do colecionador, que estão presentes na exposição, são os navios movidos a vapor que surgiram depois da Revolução Industrial, quando os produtos começaram a ser feitos por máquinas e não mais somente por pessoas. Ele também gosta muito do boneco Jeremias, dos robôs, das naves espaciais e das marionetes.
Brinquedo americano fabricado entre 1920 e 1930.
Flávio conta que as primeiras fábricas de brinquedos surgiram no século 18, na Europa, mas a grande expansão aconteceu depois, no século 19. “Com o desenvolvimento da classe média, começou a produção de mercadorias destinadas exclusivamente às crianças”, explica ele.
Agora você já sabe como os brinquedos industriais surgiram. Mas quando será que o homem começou a fazer os primeiros brinquedos artesanais? “Supõe-se que os brinquedos existem desde que o homem surgiu”, diz a arqueóloga Maria Isabel Fleming, da Universidade de São Paulo. Afinal, qualquer objeto pode servir de brinquedo, não é verdade? Podemos pegar uma simples vassoura, por exemplo, e transformá-la em um cavalo. Só depende da nossa imaginação!
Moto alemã feita entre 1930 e 1940.
Porém, além de divertir, os brinquedos têm ainda outra função: eles foram e ainda são muito importantes para preparar a criança para o futuro. Por exemplo, a garotada que viveu há mais de 2.500 anos, durante a Antiguidade, se divertia com bigas – carros puxados por dois cavalos – de brinquedo, que eram justamente os veículos que iriam usar quando crescessem. As bonecas, por sua vez, são outro exemplo: de certa forma, esses brinquedos ensinam as meninas a cuidar de bebês, algo que pode ser útil caso elas decidam ser mães quando forem adultas.
Os brinquedos também estimulam as crianças, podem despertar interesse e talento em certas atividades, além de desenvolver a atenção e a criatividade! Portanto, já que os brinquedos têm tantas vantagens, nunca deixe de brincar!